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Unctad: PIB Brasileiro Desacelera em 2026/2027; Mercado de Ações em Foco
Projeções da Unctad indicam PIB brasileiro com crescimento de 1,8% em 2026 e 1,5% em 2027. Inflação e juros altos impactam, mas consumo e exportações agrícolas sustentam.
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Destaques
- A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) projeta uma desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 1,8% em 2026 e 1,5% em 2027, após uma alta de 2,3% em 2025.
- Fatores como a pressão inflacionária e um ritmo mais lento de afrouxamento monetário, influenciado pela guerra no Oriente Médio e o consequente aumento do preço do petróleo, são apontados como as principais causas da desaceleração.
- Apesar do cenário de desaceleração, o consumo das famílias, o investimento privado e as robustas exportações agrícolas continuam a sustentar a economia brasileira, amortecendo a perda de ritmo.
Projeções da ONU indicam desaceleração do PIB brasileiro, com impacto no mercado de ações
O cenário econômico brasileiro para 2026 e 2027 aponta para uma desaceleração no ritmo de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), conforme indicam as projeções mais recentes da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). O relatório "Trade and Development Report 2026", divulgado nesta sexta-feira, 9 de outubro de 2026, estima que o PIB do Brasil crescerá 1,8% em 2026 e 1,5% em 2027, após uma expansão de 2,3% em 2025. Essa desaceleração esperada levanta questões importantes sobre o comportamento do mercado de ações brasileiro, que, embora resiliente em certos aspectos, pode ser influenciado por um ambiente macroeconômico menos efervescente.
Fatores que Moldam a Desaceleração
A Unctad atribui a perspectiva de crescimento mais moderado a uma série de fatores globais e domésticos. Um dos principais elementos de preocupação é a pressão inflacionária persistente, combinada a um processo de afrouxamento monetário mais lento do que o antecipado. A guerra no Oriente Médio e seu impacto direto no preço do petróleo, que saltou de US$ 70 para mais de US$ 110 o barril do Brent, conforme citado no relatório, agrava esse cenário, elevando os custos de energia e pressionando os índices de preços. Essa conjuntura levou diversos bancos centrais a manterem as taxas de juros em patamares elevados, o que, por sua vez, encarece o crédito para famílias e empresas, potencialmente freando o consumo e o investimento.
Pilares de Sustentação da Economia
Apesar das projeções de desaceleração, o relatório da ONU também destaca os motores que têm sustentado a economia brasileira. O consumo das famílias, embora sob pressão inflacionária, continua sendo um componente relevante. O investimento privado, mesmo diante de um cenário de crédito mais caro, demonstra resiliência, e as exportações agrícolas permanecem robustas, contribuindo significativamente para o desempenho geral do país. Esses setores atuam como amortecedores, mitigando o impacto da desaceleração em outras áreas da economia.