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TOTVS: IA como Infraestrutura e Nuvem como Pilar de Segurança e Escalabilidade
Relatório TOTVS aponta IA como infraestrutura essencial e nuvem como pilar de segurança e escalabilidade. Agentes de IA e copilotos impulsionam produtividade e otimizam decisões.
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Destaques
- A Inteligência Artificial (IA) consolida-se como infraestrutura essencial para os negócios, saindo do campo experimental para integrar processos corporativos de ponta a ponta.
- A computação em nuvem é vista como um pilar estratégico para garantir escalabilidade e segurança, com 77% das empresas brasileiras já operando em ambientes cloud.
- Agentes de IA e copilotos ganham destaque como ferramentas práticas para aumentar a produtividade diária e otimizar a tomada de decisão em tempo real.
A Inteligência Artificial se Torna a Nova Infraestrutura de Negócios
Neste ano, a Inteligência Artificial (IA) transcendeu seu status de tecnologia emergente para se firmar como uma infraestrutura fundamental nos negócios. Relatórios recentes da TOTVS indicam que a IA generativa e os agentes autônomos estão impulsionando automações profundas, a produção de conteúdo e o suporte à tomada de decisão em tempo quase real. Em vez de serem implementadas em projetos isolados, as empresas estão incorporando a IA diretamente na rotina operacional, desde a previsão de demanda até a criação de relatórios gerenciais.
A consolidação da IA como infraestrutura é evidenciada pela evolução dos copilotos de IA generativa, que deixaram de ser ferramentas experimentais para se integrarem aos fluxos de trabalho diários. Eles auxiliam equipes com sugestões, resumos e aceleração de tarefas repetitivas em diversas áreas, como desenvolvimento, jurídico e finanças. A projeção da IDC aponta para a integração de assistentes de IA em 80% dos aplicativos corporativos até 2026, reforçando a ideia de que o valor da IA reside em sua integração com os processos de ponta a ponta.
A TOTVS tem investido significativamente nessa transformação, com o lançamento do LYNN, seu modelo fundacional de IA proprietário voltado para o mercado B2B brasileiro. Desenvolvido com base em Artificial Narrow Intelligence (ANI), o LYNN foca em aplicações específicas e contextos corporativos, garantindo maior domínio de contexto, segurança e aderência às operações críticas das organizações. A empresa planeja um investimento de R$ 600 milhões até 2027 para infraestrutura, desenvolvimento do modelo e criação de agentes especializados para diversos segmentos.
O executivo Cristiano Nobrega, Chief Data & AI Officer da TOTVS, ressalta que a estratégia de IA deve priorizar a clareza sobre problemas, métricas, dados e governança, e não apenas o entusiasmo com a tecnologia. Ele enfatiza que 90% da energia em um projeto de IA bem-sucedido se concentra na engenharia de dados, destacando que "é com os dados que se ganha ou se perde o jogo da IA". Essa visão pragmática é compartilhada por Gustavo Bastos, vice-presidente de Plataformas e TI da TOTVS, que afirma que qualquer iniciativa de IA deve partir de um problema claramente definido.