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RS Cria Fundos de R$ 402 Milhões para Impulsionar Empresas e Mitigar Riscos Climáticos
Rio Grande do Sul lança Fundo Fácil RS (R$ 300 mi) para PMEs e Fundo Gaúcho de Riscos Climáticos (R$ 102 mi) para seguros. Adaptação à reforma tributária e resiliência climática são focos.
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Destaques
- O Rio Grande do Sul lançou, nesta segunda-feira (21), dois novos fundos com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento econômico e aumentar a resiliência financeira do estado diante de eventos climáticos extremos.
- O Fundo Fácil RS destinará R$ 300 milhões para apoiar pequenas e médias empresas gaúchas no acesso ao mercado de capitais, enquanto o Fundo Gaúcho de Riscos Climáticos contará com R$ 102 milhões para estimular a oferta de seguros contra inundações e outros desastres naturais.
- Os recursos para os fundos provêm de verbas de privatizações alocadas no Cadip RS e do Funrigs, e a iniciativa busca adaptar a política de incentivos estaduais à reforma tributária, promovendo um ambiente mais favorável a investimentos.
Rio Grande do Sul Lança Fundos Estratégicos para Impulsionar Economia e Mitigar Riscos Climáticos
O governo do Rio Grande do Sul deu um passo significativo em direção ao fortalecimento de sua economia e à proteção de sua população contra os crescentes impactos das mudanças climáticas com o anúncio, nesta segunda-feira (21 de setembro), da criação de dois fundos inovadores: o Fundo Fácil RS e o Fundo Gaúcho de Riscos Climáticos. A iniciativa, com um aporte inicial conjunto de R$ 402 milhões, visa adaptar as políticas de incentivo do estado à nova realidade econômica pós-reforma tributária e aumentar a capacidade de resposta a eventos climáticos extremos, que têm se tornado mais frequentes e intensos.
Fundo Fácil RS: Impulsionando Pequenas e Médias Empresas no Mercado de Capitais
Com um investimento inicial de R$ 300 milhões, o Fundo Fácil RS foi concebido para ser um catalisador do desenvolvimento econômico, com foco especial no apoio a pequenas e médias empresas gaúchas. A ferramenta busca facilitar a entrada dessas companhias no mercado de capitais, um ambiente tradicionalmente mais acessível a grandes corporações. A estratégia é que o fundo possa adquirir até 40% das debêntures ou outros títulos de dívida emitidos por empresas que comprovadamente invistam no Rio Grande do Sul. Essa modalidade tem o potencial de viabilizar até R$ 750 milhões em investimentos.
Segundo o governador Eduardo Leite, o Fundo Fácil RS está alinhado à transição econômica provocada pela Reforma Tributária e pelo fim gradual dos benefícios fiscais de ICMS. "A mudança exige que o Estado desenvolva novos instrumentos de estímulo à atividade econômica", destacou Leite. A Invest RS, Agência de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul, desempenhará um papel crucial na identificação e preparação das empresas interessadas em acessar o mercado de capitais. Já existe um mapeamento inicial de mais de 500 empresas com faturamento de até R$ 500 milhões que podem se beneficiar desta iniciativa. Para serem elegíveis, as empresas devem possuir registro de companhia aberta na Categoria B da CVM, atuar em setores estratégicos definidos no Plano de Desenvolvimento Econômico, Inclusivo e Sustentável do RS, e utilizar os recursos captados em investimentos dentro do próprio estado. A agência também firmou termos de cooperação técnica com a B3 e a BEE4 para otimizar as ações relacionadas ao Regime Fácil da CVM e ao Fundo Fácil RS.