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Ministro da Fazenda Propõe Tributar Mais Ricos e Revisar Gastos Sociais
Ministro da Fazenda defende tributação progressiva sobre renda e revisão de programas sociais para otimizar gastos públicos e abrir espaço para investimentos.
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Ministro da Fazenda Propõe Tributar Mais os Ricos e Revisar Programas Sociais
Destaques:
- O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu em pronunciamento nesta sexta-feira (4 de julho) um aprofundamento da tributação sobre a renda, com foco em aumentar a contribuição dos mais ricos, além de uma revisão criteriosa dos programas sociais.
- A proposta surge em um cenário de discussões sobre a sustentabilidade fiscal do país e a necessidade de otimizar o gasto público, com o objetivo de abrir espaço para investimentos e garantir o equilíbrio das contas.
- Paralelamente, o país avança na implementação da Reforma Tributária, que a partir deste ano introduz o Imposto sobre Valor Agregado (IVA Dual), com a extinção de cinco tributos e a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
A Proposta do Ministro da Fazenda
Em declarações concedidas nesta sexta-feira, 4 de julho, o Ministro da Fazenda, Dario Durigan, delineou caminhos para o aprimoramento da economia brasileira, com ênfase em uma política tributária mais progressiva e uma gestão mais eficiente dos gastos sociais. Durigan enfatizou a necessidade de "tributar melhor, em especial os mais ricos, quem tem capacidade econômica, sem exagero", indicando um possível direcionamento para a taxação de lucros e dividendos, medida que já foi debatida no passado, tendo chegado a ser aprovada pela Câmara em 2021, mas sem prosseguimento no Senado. Estimativas de analistas apontam que tal medida poderia gerar uma arrecadação superior a R$ 100 bilhões anuais, dependendo de sua formatação.
O ministro também defendeu a revisão dos programas sociais, não com o intuito de cortar direitos, mas de racionalizar o gasto público. "Nós precisamos olhar agora para a situação como o país reconhece a necessidade de benefício em razão do seu histórico de desigualdade e da pobreza persistente, estamos saindo da pobreza, estamos tirando as pessoas da fome. E é preciso racionalizar esse gasto. Para quê? Para que a gente abra espaço para investimento", declarou Durigan em entrevista ao g1. Um estudo divulgado em abril deste ano pelo Insper indicou que uma revisão de benefícios sociais poderia gerar uma economia de R$ 22,4 bilhões sem a necessidade de cortes de direitos, visando elevar a qualidade do gasto e assegurar que os recursos cheguem a quem efetivamente tem direito.