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Inadimplência Atinge Níveis Recordes e Pressiona Bancos Brasileiros; Banco do Brasil Lidera Impacto
A inadimplência bancária no Brasil bate recordes, afetando principalmente o Banco do Brasil. Setores como agronegócio e crédito pessoal sofrem com o aumento de dívidas.
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Destaques
- A inadimplência acima de 90 dias no Banco do Brasil atingiu 5,6% no segundo trimestre, um aumento significativo em relação ao ano anterior.
- O agronegócio foi um gatilho inicial, mas o problema agora é sistêmico, afetando pessoas físicas, especialmente no cartão de crédito.
- Grandes bancos aumentaram provisões para perdas com crédito, com o Banco do Brasil apresentando a maior PDD e deterioração.
Inadimplência em Ascensão: Um Cenário Nacional
Os dados mais recentes do Banco Central indicam uma inadimplência geral que atingiu 6,4% em julho deste ano, o maior nível da série histórica iniciada em março de 2011, no segmento de recursos livres. Essa métrica reflete a dificuldade crescente de famílias e empresas em honrar seus compromissos financeiros em um cenário de juros elevados e endividamento em patamares historicamente altos. A Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban) também apontou que Brasil, Argentina e Colômbia registraram os níveis mais altos de inadimplência bancária na América Latina até o primeiro trimestre.
Banco do Brasil: O Epicentro da Crise de Inadimplência
O Banco do Brasil tem sido o mais impactado pelo aumento da inadimplência. No segundo trimestre, a taxa de inadimplência acima de 90 dias no banco atingiu 5,6%, um salto considerável em relação ao mesmo período do ano anterior. O agronegócio, que representa uma parcela significativa da carteira do banco, foi o principal gatilho inicial para essa deterioração, com a inadimplência nesse segmento passando de 3,2% para 6,3% no mesmo período.
No entanto, a preocupação se estende para além do setor rural. A inadimplência entre pessoas físicas também apresentou uma escalada significativa, passando de 6,8% no primeiro trimestre para 8,4% no segundo trimestre, contra 5,6% há um ano. Fernando Benavenuto, especialista em investimentos, destaca que essa deterioração já extrapolou o agronegócio e alcançou a pessoa física de forma expressiva, com destaque negativo para o cartão de crédito.
Ações e Provisões dos Bancos
Diante do cenário de inadimplência crescente, os grandes bancos brasileiros aumentaram o provisionamento para perdas com crédito no segundo trimestre. O Banco do Brasil registrou o maior valor de Provisão para Devedores Duvidosos (PDD), com um aumento de 16,4% em um ano, totalizando R$ 18,5 bilhões. O Bradesco, por sua vez, apresentou o maior aumento percentual (23,5%), enquanto Itaú e Santander também elevaram suas provisões em 8,2% e 11,8%, respectivamente.