#Inteligência Artificial#Seguros#Capgemini Research Institute#Gestão da Mudança#Tecnologia
IA em Seguros: Seguradoras Priorizam Tecnologia em Detrimento da Gestão da Mudança, Aponta Estudo
Relatório do Capgemini Research Institute revela que 72% dos investimentos em IA por seguradoras P&C vão para tecnologia, com apenas 28% em gestão da mudança, impactando a escalabilidade.
Gerado por IA
6 min de leitura
59% Similaridade
Revisado ✓
Destaques
- A maior parte dos investimentos em Inteligência Artificial (IA) por seguradoras de Propriedades e Acidentes (P&C) — 72% — é direcionada para tecnologia e infraestrutura, enquanto apenas 28% são alocados para gestão da mudança.
- Um número significativo de seguradoras, 42%, não acompanha métricas para avaliar o sucesso de suas iniciativas de IA, o que contribui para que 60% delas permaneçam nas fases iniciais de exploração ou prova de conceito.
- Um grupo seleto de seguradoras, apelidadas de "intelligence trailblazers", que tratam a IA como capacidade central, demonstram crescimento de receita até 21% maior e aumento de 51% no preço das ações em comparação com seus pares.
Relatório do Capgemini Research Institute Revela Desequilíbrio em Investimentos de IA no Setor de Seguros
Um estudo recente do Capgemini Research Institute, divulgado em meados de outubro, aponta um descompasso significativo na forma como as seguradoras do ramo de Propriedades e Acidentes (P&C) estão alocando seus investimentos em Inteligência Artificial (IA). O relatório "World Property and Casualty Insurance Report" revela que a vasta maioria dos recursos financeiros destinados à IA — 72% — é direcionada para a aquisição e desenvolvimento de tecnologia e infraestrutura. Em contrapartida, apenas 28% do orçamento é investido em gestão da mudança, um componente crucial para a integração bem-sucedida dessas novas tecnologias nas operações e na cultura organizacional.
A Prioridade na Tecnologia em Detrimento da Transformação Organizacional
A análise do Capgemini Research Institute destaca que este desequilíbrio na alocação de investimentos é um dos principais fatores que impedem as seguradoras de extraírem o máximo valor de suas iniciativas de IA. Enquanto a tecnologia avança rapidamente, a capacidade das organizações de se adaptarem, capacitarem seus colaboradores e reformularem seus processos parece estar ficando para trás. Gustavo Leança, diretor de Soluções para Seguros da Capgemini Brasil, corrobora essa visão ao afirmar que o desafio atual reside menos na capacidade da IA em si e mais em como adaptá-la aos processos existentes.
O estudo, baseado em pesquisas com 344 executivos seniores, 809 funcionários do setor de seguros e 1.113 clientes em 18 países, indica que 60% das seguradoras ainda se encontram nas fases de exploração ou prova de conceito da IA. Essa dificuldade em escalar as iniciativas está diretamente ligada à falta de acompanhamento de métricas de sucesso. De acordo com o relatório, 42% das seguradoras não monitoram indicadores para medir o desempenho de suas implementações de IA, o que dificulta a identificação do que funciona, a interrupção do que não traz resultados e a criação de modelos escaláveis.