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FIIs de Papel: Itaú BBA Mantém Preferência com Olho na Pausa da Selic
Itaú BBA reitera preferência por FIIs de papel em outubro, apostando na pausa da Selic. Juros altos favorecem CDI, enquanto IPCA segue relevante. FIIs de tijolo requerem atenção à volatilidade.
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Destaques
- O Itaú BBA reitera sua estratégia de preferência por Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) de papel para o mês de outubro, baseando-se na projeção de uma pausa no ciclo de cortes da taxa Selic.
- A expectativa de Selic elevada, mesmo com cortes, favorece os rendimentos dos FIIs de papel atrelados ao CDI, enquanto FIIs indexados ao IPCA também são vistos como alternativas relevantes diante das projeções de inflação.
- Apesar de uma análise positiva para os fundos de tijolo, com bases sólidas e ciclos operacionais favoráveis, o banco adverte sobre a sensibilidade desses ativos à volatilidade das curvas de juros e à evolução da atividade econômica.
Cenário Favorável para FIIs de Papel em Outubro
O Itaú BBA manteve sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) inalterada para outubro, com uma clara inclinação para os FIIs de papel. Segundo os analistas Fausto Menezes e Larissa Gatti Nappo, a estratégia se fundamenta em um cenário que "permanece favorável no curto prazo". Essa preferência é impulsionada pela projeção de uma pausa no atual ciclo de cortes da taxa básica de juros, a Selic. A expectativa é que a Selic encerre o ano em torno de 13,75% ao ano, um patamar que beneficia diretamente os rendimentos dos fundos de papel indexados ao CDI.
A análise do banco indica que, mesmo diante de uma política monetária mais restritiva por um período prolongado, o mercado de FIIs ainda não tem apresentado reflexos relevantes. No entanto, a instituição alerta para a sensibilidade desses fundos à reprecificação das curvas de juros, o que pode gerar volatilidade no curto prazo, apesar de ainda haver espaço para valorização adicional, sustentada por descontos remanescentes e um bom momento operacional.
FIIs de Papel: Atrelados ao CDI e IPCA
Os FIIs de papel, também conhecidos como fundos de recebíveis, investem em títulos de dívida do setor imobiliário, como os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs). Sua rentabilidade está frequentemente atrelada a indexadores como o CDI e o IPCA, acrescidos de taxas adicionais.
Para os fundos de papel atrelados ao IPCA, o Itaú BBA mantém a projeção de inflação de 5,1% para o atual exercício. Embora os dados atuais apontem para uma janela benigna no curto prazo, a expectativa de reaceleração de alimentos e serviços no quarto trimestre tende a beneficiar essa classe de FIIs, reforçando sua relevância em diferentes cenários de investimento.