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FIIs de Papel: Alta do CDI e Depreciação de Cotas em Foco
FIIs de papel enfrentam dilema: CDI alto gera rendimentos, mas juros em queda e depreciação de cotas geram incertezas. Análise de mercado e seletividade em alta.
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Destaques
- A taxa CDI, em patamares elevados, continua a impulsionar os rendimentos de fundos de papel atrelados a este indexador, mas a perspectiva de queda futura da Selic gera incertezas sobre a atratividade desses ativos no médio prazo.
- Analistas observam um movimento de ajustes nas carteiras de Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), com maior seletividade e foco em qualidade de ativos, mesmo com o cenário macroeconômico favorável para o setor.
- A depreciação de cotas em alguns fundos de papel é um ponto de atenção, levantando o debate sobre o real valor desses ativos em um mercado que pode estar precificando antecipadamente a queda dos juros.
O Cenário Macro e a Influência do CDI
Fevereiro se apresenta como um mês de atenção para os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) de papel. A taxa do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que acompanha de perto a taxa Selic, permanece em níveis elevados, o que, em tese, beneficia os fundos cujos rendimentos estão atrelados a este indicador. O CDI acumulado em 12 meses, até o início de fevereiro, situa-se em torno de 14,50%. Em janeiro, o CDI mensal registrou 1,16%. Essa rentabilidade, embora ainda expressiva, já reflete uma desaceleração em comparação com os meses anteriores, como evidenciado pelo CDI acumulado em 2025, que foi de 14,32%.
A persistência de juros altos, mesmo com a expectativa de cortes graduais na Selic ao longo do ano, sustenta a atratividade dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) indexados ao CDI e ao IPCA. Fundos de papel que possuem a maior parte de seu portfólio atrelado ao CDI, como o Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), continuam a apresentar rendimentos robustos no curto prazo, com dividend yields que podem superar os 9% ao ano. Essa característica é vista por muitos analistas como um ponto forte, especialmente para investidores que buscam renda recorrente e menor volatilidade em comparação com FIIs de tijolo.
No entanto, o cenário de juros elevados, embora benéfico para o carrego atual dos FIIs de papel, também levanta debates sobre a sustentabilidade dessa rentabilidade em um ciclo de afrouxamento monetário. A expectativa de queda da Selic, que o mercado já precifica para os próximos meses, pode levar a uma compressão dos dividendos distribuídos por esses fundos. Essa transição na política monetária é um dos principais fatores que influenciam a percepção de valor e o comportamento das cotas.