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ETFs Ganham Espaço nas Carteiras Brasileiras: Crescimento e Ascensão dos Ativos Ativos
ETFs se consolidam em carteiras brasileiras, impulsionados por diversificação, custo e liquidez. Pesquisa Schroders revela ascensão de ETFs ativos e novas estratégias.
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Schroders: ETFs Ganham Relevo nas Carteiras de Investimento no Brasil
A forma como os brasileiros constroem suas carteiras de investimento está passando por uma transformação significativa, com os Exchange Traded Funds (ETFs) emergindo como peças centrais e ganhando cada vez mais relevância. Uma pesquisa recente da Schroders, divulgada em setembro, aponta que 94% dos investidores consultados afirmam que os ETFs ativos desempenham um papel em seus portfólios. Este dado sublinha uma mudança de paradigma, onde os ETFs deixam de ser apenas uma alternativa de baixo custo para se tornarem ferramentas estratégicas na gestão de patrimônio.
Destaques
- Crescimento Acelerado: O patrimônio investido em ETFs no Brasil saltou de cerca de R$ 45 bilhões no fim de 2024 para mais de R$ 90 bilhões em 2025, aproximando-se de R$ 120 bilhões neste ano, indicando uma aceleração relevante na adoção desses instrumentos.
- Motivações Diversificadas: Embora o custo mais baixo em comparação com fundos de investimento tradicionais ainda seja um fator chave (mencionado por 70% dos inquiridos), outros benefícios como liquidez intradiária, flexibilidade para negociar a preços de mercado e transparência no mercado secundário também impulsionam a escolha pelos ETFs.
- ETFs Ativos em Ascensão: A pesquisa da Schroders revela um interesse crescente em ETFs de gestão ativa, que combinam a eficiência operacional dos ETFs com a expertise de gestores para buscar retornos superiores, especialmente em mercados menos eficientes ou mais complexos.
A Evolução dos ETFs no Cenário Brasileiro
O mercado de ETFs no Brasil tem apresentado um crescimento notável, impulsionado pela democratização do acesso a diferentes classes de ativos e estratégias de investimento. Se antes a diversificação exigia aportes vultosos, hoje, a B3 oferece um leque variado de ETFs que permitem exposição global com agilidade. Essa expansão não se limita a fundos de renda variável, mas abrange também renda fixa, estratégias quantitativas, índices internacionais, criptomoedas e setores específicos, como transição energética e tecnologia.
O aumento na oferta de novos ETFs, com 41 lançamentos em 2022, 26 em 2024 e uma agenda ativa em 2025, reflete a maturidade do mercado e a crescente demanda dos investidores por instrumentos que combinem diversificação, liquidez e baixo custo. A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) aponta que, em julho deste ano, os ETFs registraram captação líquida positiva de R$ 1,5 bilhão, totalizando R$ 34,1 bilhões no acumulado do ano – o maior saldo da série histórica iniciada em 2006.