#custos logísticos#logística Brasil#PIB#juros altos#infraestrutura logística#setor produtivo
Custos Logísticos no Brasil: Um Novo Patamar Estrutural e Seus Impactos Setoriais
Custos logísticos no Brasil atingem R$ 2,2 trilhões (16,1% do PIB), consolidando um novo patamar estrutural. Juros altos e infraestrutura precária impulsionam a elevação.
Gerado por IA
4 min de leitura
64% Similaridade
Revisado ✓
Destaques
- Os custos logísticos no Brasil devem alcançar R$ 2,2 trilhões, representando 16,1% do Produto Interno Bruto (PIB), consolidando um novo patamar de despesas no setor.
- A manutenção de juros elevados é um dos principais fatores que elevam o custo de capital imobilizado em estoques, tornando-o um componente estrutural e mais oneroso para as empresas.
- Empresas já projetam novos aumentos de despesas logísticas, com destaque para o transporte, o que reforça a tendência de consolidação deste novo patamar de custos.
Custos Logísticos no Brasil: Um Novo Patamar Estrutural
O cenário logístico brasileiro aponta para a consolidação de um patamar de custos significativamente elevado, com projeções indicando que os gastos totais com logística atingirão R$ 2,2 trilhões, o que equivale a 16,1% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Este índice representa um aumento em relação aos anos anteriores, onde os custos logísticos já consumiam uma parcela considerável do PIB, como os 15,5% registrados em 2025 e 15,6% em 2024. A análise do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS) sugere que o país não está diante de um pico temporário, mas sim de uma nova realidade estrutural de despesas logísticas, que se consolidou desde 2022.
Fatores Determinantes para a Elevação dos Custos
Diversos fatores convergem para a sustentação desse novo patamar de custos logísticos no Brasil. A manutenção de taxas de juros elevadas, como a Selic, tem sido um dos principais impulsionadores desse cenário. A alta taxa de juros encarece o capital imobilizado em mercadorias, transformando o custo de manutenção de estoques de um item secundário para um componente estrutural e oneroso nos resultados financeiros das empresas. O custo financeiro dos estoques, que em 2020 representava 2,9% do PIB, escalou para 5,6% em 2025 e segue pressionando as contas das companhias.
Além do custo financeiro dos estoques, a infraestrutura logística do país continua sendo um gargalo significativo. Apesar de investimentos pontuais, a capacidade da infraestrutura não acompanhou o crescimento do volume de carga transportada, que aumentou em cerca de 25% nos últimos dez anos, segundo Maurício Lima, sócio-diretor do ILOS. Essa defasagem gera ineficiências operacionais, como a dependência excessiva do modal rodoviário – que responde por uma parcela majoritária do transporte de cargas no Brasil (entre 62% e 86%) – e a precariedade na conservação de rodovias. A fragmentação do planejamento logístico e o uso limitado de ferramentas analíticas também contribuem para a ampliação dos custos indiretos ao longo da cadeia.