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Crise Imobiliária na China: Preços de Casas Novas Caem Pelo 40º Mês Consecutivo
Preços de casas novas na China caem pelo 40º mês consecutivo em setembro, estendendo a crise imobiliária. Recuperação incerta, com cidades de primeira linha mostrando estabilização, mas menores seguem fracas.
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Destaques
- Os preços das casas novas na China continuam a cair em setembro, marcando o 40.º mês consecutivo de desvalorização e estendendo a prolongada crise imobiliária do país.
- Embora a queda mensal em setembro tenha sido ligeiramente menor do que em agosto, a tendência geral aponta para uma recuperação ainda incerta e desigual, com cidades de primeira linha mostrando sinais de estabilização, enquanto cidades menores permanecem fracas.
- A crise imobiliária, que já representou cerca de 30% do PIB chinês, continua a ser um dos principais desafios econômicos, afetando a confiança do consumidor, as receitas dos governos locais e o investimento em desenvolvimento imobiliário, que caiu 20,6% nos primeiros nove meses deste ano.
Preços das Casas Novas na China Caem, Prolongando a Crise Imobiliária
A economia chinesa enfrenta um cenário persistente de desafios no setor imobiliário, com os preços das casas novas registrando quedas contínuas. Em setembro deste ano, os preços desceram pelo 40.º mês consecutivo, um reflexo direto da crise que assola o mercado imobiliário chinês há mais de três anos. Apesar de alguns sinais de moderação na taxa de declínio em comparação com o mês anterior, a situação geral indica que as medidas de apoio governamental ainda não foram capazes de impulsionar uma recuperação ampla e sustentada na demanda por imóveis.
A Continuidade da Desvalorização Imobiliária
Os dados mais recentes, divulgados pelo Gabinete Nacional de Estatísticas chinês, revelam que os preços das casas novas em 70 cidades selecionadas recuaram 0,14% em setembro em relação a agosto. Esta queda, embora ligeiramente inferior à contração de 0,17% observada em agosto, estende a sequência de desvalorização que começou em junho de 2023. No comparativo anual, os preços caíram 2,8% em setembro, uma ligeira melhora em relação aos 3,0% de queda registrados em agosto.
A análise dos dados mostra que 49 das 70 cidades monitoradas registraram quedas nos preços das habitações novas em setembro, mantendo o mesmo número de agosto. No entanto, um número crescente de cidades, 17 no total, apresentou aumentos mensais nos preços, incluindo centros importantes como Xangai, Cantão e Shenzhen. Essa disparidade regional é um indicativo da natureza desigual da recuperação do mercado.
Fragmentação do Mercado e Sinais de Estabilização
A crise imobiliária na China tem se caracterizado por uma crescente divisão entre as diferentes cidades. Enquanto grandes metrópoles como Xangai, Pequim, Cantão e Shenzhen mostram sinais de estabilização, impulsionadas em parte pela flexibilização das restrições de compra e por incentivos anunciados em agosto, as cidades de menor porte continuam a enfrentar dificuldades significativas. Nestas cidades menores, os preços de casas novas e usadas seguem em queda, tanto na comparação mensal quanto anual, com poucas perspectivas de uma recuperação no curto prazo.