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Conflito no Oriente Médio: Crise em Fertilizantes e Cenário Adverso para o Agronegócio
Escalada geopolítica no Oriente Médio eleva custos de fertilizantes. Ureia e MAP registram altas expressivas, impactando o agronegócio brasileiro e a produção global.
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Destaques
- A intensificação do conflito no Oriente Médio gerou um choque abrupto na oferta de fertilizantes, elevando os custos de energia e logística, especialmente em regiões produtoras como o Golfo Pérsico.
- Os fertilizantes nitrogenados e fosfatados lideram as altas de preço, com a ureia atingindo cerca de US$ 760 por tonelada CFR e o MAP aproximando-se de US$ 890 por tonelada CFR, respectivamente, em 10 de abril de 2026.
- A demanda agrícola, embora em avanço gradual, é pressionada pela combinação de oferta restrita, custos elevados e incertezas geopolíticas, levando a uma antecipação de compras por parte dos produtores brasileiros como estratégia de mitigação de riscos.
Escalada Geopolítica e Impacto na Oferta
O conflito em curso no Oriente Médio tem sido o principal motor da instabilidade no mercado de fertilizantes neste ano. A região, estratégica para o fornecimento de matérias-primas e energia, tem enfrentado interrupções na produção e restrições logísticas, impactando diretamente a oferta global. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, um corredor marítimo vital, exacerbou as dificuldades de escoamento da produção, elevando a aversão ao risco no cenário internacional, conforme apontado pela Consultoria Agro do Itaú BBA.
A escassez de fertilizantes, potencializada pela guerra, é uma preocupação crescente para países em desenvolvimento, com projeções indicando uma queda na disponibilidade a níveis recordes este ano, superando crises anteriores. A situação tem afetado a produção, a logística e os custos de energia, com especial impacto nos países do Golfo Pérsico.
Nitrogenados e Fosfatados Lideram Alta de Preços
Os fertilizantes nitrogenados, particularmente a ureia, têm registrado as maiores valorizações. Em 10 de abril de 2026, a ureia alcançou aproximadamente US$ 760 por tonelada CFR no mercado brasileiro. Essa elevação é atribuída à combinação de oferta mais restrita, aumento nos preços de petróleo e gás natural, e maior aversão ao risco global.
O segmento de fosfatados também tem enfrentado pressões significativas. A alta do enxofre, um insumo crucial na produção de ácido sulfúrico, tem elevado os custos de produção. No mercado doméstico, os preços dos fosfatados avançaram cerca de 7%, com o MAP (fosfato monoamônico) atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. O enxofre, por sua vez, acumula elevação significativa desde fevereiro, impactando diretamente os custos.