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China Reage Fortemente à Lista Militar dos EUA que Inclui BYD, Alibaba e Baidu
China expressa forte oposição à lista militar dos EUA que inclui BYD, Alibaba e Baidu. Pequim acusa Washington de repressão injustificada e violação de princípios de mercado, ameaçando retaliação.
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Destaques
- A China expressou forte insatisfação e oposição à mais recente decisão dos Estados Unidos de incluir empresas chinesas proeminentes, como BYD, Alibaba e Baidu, em uma lista ligada ao setor militar.
- Pequim considera a ação americana uma repressão injustificada, uma generalização do conceito de segurança nacional e uma violação dos princípios de mercado, ameaçando retaliar caso suas empresas não sejam tratadas de forma justa.
- A inclusão dessas empresas na lista do Pentágono, que visa identificar companhias que apoiam a modernização militar chinesa, pode complicar o acesso delas a mercados e contratos nos EUA, embora não imponha sanções imediatas.
China Reage com Veemência à Lista Militar dos EUA que Inclui Gigantes Tecnológicas
A China manifestou uma profunda insatisfação e forte oposição à recente decisão do Departamento de Defesa dos Estados Unidos de adicionar empresas chinesas de renome, incluindo a fabricante de veículos elétricos BYD, o conglomerado de tecnologia Alibaba e a gigante da internet Baidu, a uma lista de companhias supostamente ligadas ao setor militar chinês. A medida, divulgada na segunda-feira, dia 8 de junho, intensifica as tensões tecnológicas e de segurança entre as duas maiores economias do mundo, em meio a uma competição estratégica mais ampla.
Repercussão Chinesa e Acusações de Repressão
Em resposta à inclusão dessas empresas na chamada "lista de empresas militares chinesas" (Chinese Military Companies list), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, declarou que Pequim "se opõe firmemente" à ação americana. Segundo Lin, os Estados Unidos estão "exagerando o conceito de segurança nacional, discriminando e suprimindo empresas chinesas, e violando os princípios de mercado e a concorrência justa". A China instou Washington a "corrigir imediatamente suas práticas equivocadas" e a parar de visar empresas chinesas, alertando que tomará "medidas necessárias" para salvaguardar os direitos e interesses legítimos de suas companhias. O Ministério do Comércio chinês reiterou a forte insatisfação e oposição, classificando a decisão como um desrespeito ao consenso alcançado durante a cúpula entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em maio.
O Que Significa a Inclusão na Lista do Pentágono
A lista do Pentágono, atualizada em 8 de junho, identifica empresas que as autoridades americanas acreditam estar ligadas ao exército chinês ou que apoiam suas capacidades industriais e militares. Embora a designação não imponha sanções imediatas, ela pode complicar o acesso das empresas a mercados de capitais e negócios governamentais nos EUA. Especificamente, a partir de 30 de junho, a Lei de Autorização de Defesa Nacional para o Ano Fiscal de 2024 proibirá o Departamento de Defesa (DOD) de firmar ou renovar contratos diretamente com as entidades listadas. Restrições à compra de seus produtos e serviços por meio de terceiros estão programadas para entrar em vigor em 2027.