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China: Leilões Judiciais de Imóveis Intensificam Queda de Preços e Pressionam Famílias
Aumento de 23,7% em imóveis leiloados judicialmente na China agrava crise imobiliária. Preços caem, famílias endividadas sofrem com equity negativo e incerteza no mercado.
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Destaques
- Um aumento de 23,7% em imóveis leiloados judicialmente nos primeiros sete meses do ano pressiona ainda mais os preços da habitação na China.
- A crise imobiliária chinesa, que já dura mais de cinco anos, levou a uma queda estimada de 30% nos preços dos imóveis entre 2021 e o período atual.
- Novas diretrizes judiciais visam agilizar processos de falência de construtoras e proteger credores, mas a incerteza sobre a recuperação do mercado persiste.
Aumento Exponencial de Imóveis em Leilão
Nos primeiros sete meses do ano, a China registrou um aumento de 23,7% no número de imóveis colocados em leilão judicial, totalizando cerca de 539 mil propriedades em 355 cidades. Esta oferta crescente de propriedades, muitas vezes confiscadas de proprietários inadimplentes, exerce uma pressão descendente significativa sobre os preços. Dados indicam que apenas cerca de um terço dos imóveis em leilão encontra comprador, e estes são vendidos, em média, com descontos de cerca de 30% em comparação com propriedades similares no mercado de segunda mão. Em algumas cidades menores, os descontos podem chegar a 50-60%, com muitas propriedades sem receber qualquer oferta.
O aumento de 42,7% nas transações de imóveis em leilão judicial em termos homólogos nos primeiros sete meses do ano, embora pareça robusto, é interpretado por especialistas como um reflexo da necessidade de vendedores em liquidar um estoque crescente através de cortes de preços, e não de uma recuperação na confiança dos compradores. A média de venda de imóveis leiloados judicialmente no período ficou em cerca de 73% do seu valor de avaliação, representando um desconto aproximado de 27%.
O Impacto da Crise Imobiliária em Famílias Endividadas
A crise imobiliária chinesa, que se arrasta há mais de cinco anos, tem um impacto devastador sobre as famílias endividadas. A queda acentuada nos preços dos imóveis, estimada em cerca de 30% entre 2021 e o período atual, deixa muitos proprietários em situação de "equity negativo", onde o valor da propriedade é inferior ao saldo da hipoteca. Este cenário, combinado com perdas de emprego e dificuldades financeiras, leva a um aumento nos incumprimentos de hipotecas. Estima-se que, em abril do ano corrente, 8 milhões de pessoas estivessem oficialmente listadas como devedoras de empréstimos após falharem pagamentos de hipotecas, com cerca de 60% destes devedores com menos de 35 anos. A situação é particularmente crítica em cidades de menor dimensão, onde a liquidez é escassa e os preços podem cair ainda mais.