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China e Rússia Intensificam Cooperação Militar com Patrulha Conjunta no Pacífico
China e Rússia encerram exercício naval e iniciam patrulha conjunta no Pacífico, sinalizando crescente coordenação estratégica em meio a tensões geopolíticas na região.
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Destaques
- China e Rússia encerraram o exercício naval conjunto "Joint Sea-2026" com foco em operações combinadas de superfície, aéreas e submarinas, e iniciaram uma patrulha conjunta no Oceano Pacífico.
- Esta patrulha conjunta é a sexta realizada pelas duas nações desde 2021, refletindo uma crescente coordenação militar e estratégica.
- Os exercícios e patrulhas ocorrem em um contexto de aumento da presença militar dos EUA e aliados no Indo-Pacífico, e de tensões geopolíticas na região.
China e Rússia Iniciam Patrulha Conjunta no Pacífico Após Exercício Naval
A relação estratégica entre China e Rússia demonstra mais um passo em sua consolidação com o início de uma patrulha conjunta no Oceano Pacífico, logo após o encerramento do exercício naval "Joint Sea-2026". Esta ação conjunta, que representa a sexta patrulha do tipo realizada pelos dois países desde 2021, sublinha a crescente aproximação militar e a coordenação estratégica entre Pequim e Moscou. A operação naval conjunta é parte de um calendário de cooperação que visa fortalecer a capacidade de resposta a desafios de segurança e manter a estabilidade regional.
O Exercício "Joint Sea-2026": Uma Nova Fase de Cooperação
O exercício "Joint Sea-2026", que teve início em 6 de julho deste ano e se estendeu até 13 de julho, marcou um avanço significativo na cooperação militar sino-russa. Pela primeira vez na série de exercícios "Joint Sea", que ocorre anualmente desde 2012, foram integradas operações de superfície, aéreas e submarinas. A edição deste ano mobilizou dez embarcações, incluindo unidades de superfície, submarinos, aeronaves e navios de apoio, com o objetivo de aperfeiçoar a capacidade de resposta coordenada a riscos à segurança marítima.
Durante as manobras, que simularam ambientes reais de combate marítimo e aéreo, as marinhas dos dois países realizaram treinamentos com forças e munição reais. As atividades incluíram reconhecimento conjunto, defesa antiaérea e antimísseis, ataques a alvos de superfície e resgate de submarinos. Uma novidade desta edição foi a participação de submarinos e navios de resgate submarino, com a Rússia empregando o submarino Ufa e a China um modelo de nova geração. Essa ampliação permitiu que a cooperação deixasse de se restringir às operações de superfície e abrangesse ações de combate no mar, no ar e debaixo d'água. Os comandantes ajustaram as ações em tempo real, sem um roteiro fixo, demonstrando flexibilidade e capacidade de adaptação às condições táticas e meteorológicas.