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Casas Bahia: B3 Notifica Varejista por Ações Abaixo de R$1 e Prazo para Adequação
Casas Bahia (BHIA3) recebe notificação da B3 por ações abaixo de R$1. A varejista tem até março de 2027 para apresentar plano de regularização, estudando grupamento de papéis.
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Casas Bahia Recebe Notificação da B3 e Busca Adequar Cotação de Ações
O Grupo Casas Bahia (BHIA3) está sob os holofotes do mercado financeiro após receber uma notificação da B3, a bolsa de valores brasileira, exigindo a adequação da cotação de suas ações. Os papéis da varejista operam abaixo do valor mínimo de R$ 1 há quase dois meses, desde 21 de julho de 2026, o que desencadeou o alerta da bolsa. A empresa tem até 1º de março de 2027 para apresentar um plano de regularização e elevar o preço de suas ações, sob pena de sanções.
Destaques
- A B3 notificou a Casas Bahia sobre a necessidade de adequar o preço de suas ações, que negociam abaixo de R$ 1 desde 21 de julho de 2026.
- A varejista tem até 1º de março de 2027 para apresentar medidas que elevem a cotação de seus papéis, sendo o grupamento de ações uma das alternativas estudadas.
- A situação das ações ocorre em um contexto de recuperação judicial e endividamento da companhia, com os papéis acumulando forte desvalorização neste ano.
Casas Bahia Sob Alerta da B3
A notificação da B3, comunicada oficialmente nesta semana, coloca a Casas Bahia em uma posição delicada. A regra da bolsa de valores estabelece que ações negociadas abaixo de R$ 1 por um período prolongado podem configurar uma situação de "penny stock", o que exige atenção para evitar volatilidade excessiva e proteger os investidores. A B3 deu um prazo até o início de março de 2027 para que a varejista apresente soluções para reenquadrar suas ações.
Atualmente, as ações da Casas Bahia são negociadas na casa dos R$ 0,75, conforme dados de 16 de setembro de 2026. O valor de mercado da companhia, em meados de agosto de 2026, girava em torno de R$ 660 milhões, mas em 17 de setembro de 2026, o valor de mercado estimado era de cerca de R$ 760 milhões. A desvalorização acumulada neste ano é expressiva, com as ações chegando a apresentar queda de 80% até meados de agosto de 2026. Em 17 de setembro de 2026, a queda no ano era estimada em 75%.
Possíveis Medidas para Adequação
Diante do alerta da B3, a administração da Casas Bahia informou que está avaliando diversas alternativas para elevar a cotação de suas ações ao patamar mínimo exigido. Uma das medidas mais comuns em situações como essa é o grupamento de ações. Essa operação consiste em reduzir o número de ações em circulação, ao mesmo tempo em que aumenta o preço unitário de cada papel, sem alterar o valor total do investimento do acionista.