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Brasil Defende Imposto Mínimo Global para Ultrarricos em Reuniões do G7
Ministro da Fazenda brasileiro defende imposto mínimo global sobre ultrarricos em Paris. Proposta visa justiça fiscal e conta com apoio de economista Gabriel Zucman.
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Destaques
- O Ministro da Fazenda brasileiro, Dario Durigan, defendeu a criação de um imposto mínimo global sobre grandes fortunas durante eventos paralelos à reunião do G7 em Paris.
- A proposta, que conta com o apoio do economista Gabriel Zucman, visa estabelecer uma alíquota mínima sobre patrimônios acima de US$ 100 milhões.
- Durigan apresentou a reforma tributária aprovada no Brasil em 2025, que implementou um imposto progressivo sobre grandes fortunas, como um exemplo de avanço na justiça fiscal.
A Pauta da Justiça Fiscal no G7
A participação do Brasil nas discussões sobre justiça tributária no âmbito do G7, embora não seja uma prioridade formal da agenda brasileira para o encontro das sete maiores economias desenvolvidas, ganha relevância com a atuação do Ministro Durigan. Em Paris, o ministro expressou grande disposição em levar o debate adiante, afirmando: "Eu sou muito disposto a levar esse debate porque é um debate do nosso tempo". Ele destacou que a presidência francesa do G7 pode ser um fator importante para impulsionar o tema.
A proposta em discussão, defendida por Gabriel Zucman, sugere a criação de um imposto mínimo global de 2% sobre patrimônios superiores a US$ 100 milhões. Zucman tem colaborado com o Ministério da Fazenda brasileiro desde 2024, quando o Brasil presidiu o G20 e colocou a tributação dos ultrarricos em pauta internacional. A experiência brasileira na implementação de uma reforma tributária em 2025, que estabeleceu um imposto mínimo progressivo de até 10% sobre grandes fortunas e que, segundo estimativas da equipe econômica, impactará cerca de 142 mil brasileiros, foi citada como um exemplo de avanço.
Contexto Brasileiro e a Reforma Tributária
No Brasil, a discussão sobre a tributação de grandes fortunas tem ganhado corpo. Em 2025, o país aprovou uma reforma tributária que incluiu a instituição de um imposto mínimo progressivo sobre grandes fortunas, com alíquotas que podem chegar a 10%. Essa medida visa impactar um grupo restrito da população, estimado em cerca de 142 mil indivíduos. Estudos indicam que a implementação de um imposto mínimo de 2% sobre grandes fortunas no Brasil poderia gerar aproximadamente R$ 30,5 bilhões anuais em arrecadação, atingindo apenas 0,001% da população. Atualmente, o grupo mais rico no Brasil paga, em média, 19,7% de impostos, um percentual inferior à média nacional de 42,5%. Com o imposto mínimo, essa alíquota efetiva poderia alcançar cerca de 50%.