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Allianz Trade: Brasil tem 15 setores em risco elevado, com Químico e Têxtil em alerta máximo
Relatório Allianz Trade revela que 15 dos 18 setores econômicos brasileiros enfrentam risco elevado de inadimplência. Químico e Têxtil lideram com 'risco alto', indicando crise.
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Relatório Allianz Trade: Brasil Enfrenta Risco Elevado em 15 Setores Econômicos, com Químico e Têxtil em Alerta Máximo
## Destaques
- Quinze dos dezoito setores econômicos analisados no Brasil apresentam risco elevado de inadimplência, com os setores químico e têxtil classificados em "risco alto", indicando crise iminente ou reconhecida.
- O Brasil, ao lado da Bélgica, lidera o ranking de países com maior número de setores em situação de alerta, contrastando com os Estados Unidos, que não possuem nenhum setor em risco alto.
- O relatório projeta uma desaceleração do crescimento global para 2,5% neste ano, impulsionado desproporcionalmente por investimentos em inteligência artificial, enquanto o cenário brasileiro exige atenção especial devido à fragilidade de sua base setorial.
A Allianz Trade, referência mundial em seguro de crédito, divulgou nesta semana o seu relatório "Sector Atlas 2026 – The three-speed economy: How corporates navigate AI, geopolitics and fragmentation". O estudo, elaborado pela divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Research, mapeia o risco de não pagamento de empresas em 70 países, e o cenário brasileiro acende um sinal vermelho: 15 dos 18 setores econômicos avaliados no país encontram-se em níveis de risco "sensível" ou "alto".
Panorama Geral do Risco Setorial no Brasil
A metodologia da Allianz Trade classifica os setores em quatro níveis de risco: baixo, médio, sensível e alto. O risco "alto" é definido como uma "crise iminente ou reconhecida", enquanto o risco "sensível" indica fragilidade estrutural com perspectivas desfavoráveis ou negativas. O risco "médio" aponta para sinais de fragilidade e possível desaceleração, e o "baixo" risco denota fundamentos sólidos com perspectiva favorável.
No Brasil, a situação é preocupante. Treze setores foram classificados em risco "sensível", e dois deles – o químico e o têxtil – figuram no patamar mais crítico, o de risco "alto". Este cenário coloca o Brasil em uma posição de destaque negativo no comparativo global, empatado com a Bélgica como os países com o maior número de setores em situação de alerta, ambos com 15 setores em risco "sensível" ou "alto".
Em contrapartida, os Estados Unidos apresentam um quadro bem mais otimista, sem nenhum setor classificado em risco alto e com a maioria de suas avaliações concentradas no risco médio. O México, por sua vez, registra dois setores no topo da escala de risco: o têxtil e o de metais.